quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Fala Sério,Mãe!

Estou chegando de um Congresso ,em São Paulo ,onde foi discutido entre 120 psicólogos,professores e orientadores educacionais ,os problemas dos adolescentes e jovens e suas relações com os pais e com o mundo.Gostaria de dar uma pincelada(seria impossível escrever sobre tudo que vimos ,falamos e ouvimos) daquilo que foi discutido.
Desde que o mundo é mundo, os problemas dos adolescentes continuam o mesmo:insegurança,mania que ninguém o compreende (e não compreende mesmo),dificuldade de se expressar,complexos de diversas ordens: física(feinho,magrinha,altona,baixinho,gordinho,narigudo,cheio de espinhas,peituda,sem peito...) e de peronalidade:("o CDF",o "bagunceiro",o "nerd",o "burro",o "tímido", o" sem noção",o "filhinho da mamãe" etc.... )
Então,como se faz para lidar com esses jovens,como ajudá-los a enfrentar tantas dificuldades e pressões internas e externas?
Os pais precisam antes de mais nada,tentar se atualizarem,conhecer que tipo de problema pode estar atuando em seu filho,dialogar muito,de uma forma bem natural,tentando falar a mesma língua deles e não se colocar como "pais que sabem tudo",até porque não sabem mesmo,e talvez,até hoje não tenham resolvido os próprios problemas de suas juventudes.
Jamais pai e mãe devem dizer "Não" só por dizer,para mostrar autoridade.A compreensão e o respeito devem estar sempre acompanhando o "não".Eles têm o direito de saber dos medos,dos anseios e da insegurança que os pais,como seres humanos também possuem.Um dia toda essa tempestade se acalma, e quem sabe, vc vai até conseguir dar boas risadas junto com seus filhos,se conseguir ultrapassar com amor toda essa fase.
Não tenho a pretensão de dar uma fórmula secreta ou bula pronta para lidar com seu filho que está com problemas .Até porque cada caso é um caso e cada família é uma família,mas se cada pai e mãe estiverem munidos de muito amor,compreensão e desejo de acertar,por certo não faltarão meios para ajudar seu filho e de se ajudar também.
Quero recomendar,para quem tem filhos nas idades entre 12 a 18 anos os livros de Talhita Rebouças.Ela tem uma série de pequenos livros,com histórias de adolescentes,com sua linguagem própria e que despertam muito a atenção da meninada.Há uma série do "Fala sério",que pode ser apresentado a jovens de qualquer idade:"Fala Sério,Mãe",Fala Sério,Professor",Fala Sério,Amiga","Fala sério,Amor"! Existem outros ,fora da série que são muito intessantes também.Procurem na Internet que irão achar e poderão até comprar através de sites de venda.
Um abraço a todos e qualquer dúvida sobre o assunto,pode perguntar através do meu e-mail: m.alvim@globo.com

12 comentários:

BRUNO LEONARDO disse...

Oi,mana
Muito boa a sua exposição.Nada como alguém que entenda de tudo na família..hauhau

Bjs

Vênus disse...

Mariiiii!!
Seja bem-vinda!Saudades!

Que coisa boa saber que pessoas estão preocupadas com nossos jovens...A adolescência é um fase muito difícil mesmo e os pais devem procurar compreender e "entrar na deles!"
Adorei o que escreveu!
beijos

Débora disse...

Oi,amigaaaa
Que bom que vc voltou!!

Pelo jeito o Congresso foi legal!!
Adorei as novidades...e os livros da Thalita eu conheço..são ótimos!

Beijos

Paula disse...

Ei Mari, seja bem-vinda! Muito legal o que você escreveu. Não tenho filhos, mas percebo que muitos pais e mães estão um pouco perdidos atualmente no que se refere à educação dos filhos.

Olha, quando lembro da minha adolescência... Não sei como meus pais não me internaram em algum lugar até que os "anos difíceis" passassem. Fui muito chata!

bjs

Patty disse...

Muito interessante, Mari. Tenho um filho de 11 anos e gosto de fazer leitura informativas assim.

Que bom que está de volta.

Ahh, aparece lá na minha festa hoje, hein? hahaha

Beijossss

P.Winter disse...

Oi,querida Mari

Muito interessante...Anotei os nomes dos livros e da autora..vou comprar ,pois daqui a poucp a Mariana vai precisar ler..

beijocas

J.F. disse...

Oi, Mari. Depois de um breve sumiço, estou de volta e atualizando as leituras. Parabéns pelo aniversário. Tudo de bom para você! Olha, a Nina e eu criamos os dois filhos sempre com muito amor e conversa franca. E deu certo! Agora, já vejo minha filha fazer a mesma coisa com as filhas dela e com sucesso. Abração.

rui disse...

Beleza, menina... obrigado pelo voto em Solépatra
Eu ando preocupado tb com o adolescentes-social, veja-se que as pesquisas mostram que cerca de 90% dos usuários de quaisquer drogas (permitidas ou proibidas) iniciou seu uso na adolescência. Ora, se a adolescência é uma fase crítica, cheia de problemas e ismos, e as familias não são op melhor lugar para os adolescentes viverem, e como o Estado nunca disponibilizou acompanhamento psicol´[ogico para adolescentes. o que esperar deles e para eles se não confusão e perturbação mental e social???!!!
Hpje já existem os CAPSi mas mesmo assim, nossos jovcens ficam em seus conflitos e os adultos tão absortor em seus mundinhos que não vêem a derrocada e as ruínas no mundo adolescente...
Quando Rubem Alves diz que não devemos fazer nada, esse nada está repleto de atenções, cuidados, observações e esforços-empáticos...
Bj mpça. seja feliz

cacá disse...

oie
adorei o post... não sou mãe ainda, mas tenho 6 sobrinhos em diversas fases, idades...por sorte são ótimos, não dão trabalho... amiga, não lembro se eu te respondi o comentário, e fiquei c preguiça de procurar, hehe, mas obrigada viu... aiiiii, eu to amandooooooo!! éramos só amigos, há quase 20 anos já... cumplices, companheiros de viagem e até p não se fazer nada, e, hj... namorados...não é lindo??? ah
agora q eu vi q vc é psicóloga e do RJ, tenho uma prima no Rio tb e q é psicóloga tb... bjoooooooooo

Vanna disse...

Q bom tê-la d volta.
Olha, às vezes penso q somos mesmo aquele tipo q se não tem nada p/ se preocupar, inventa. rsrsrs
Querida, nunca tive dificuldades em dizer não, impor limites, solicitar ajuda, mas parece q elas não aprenderam a lição, talvez pq minha única dificuldade seja em demonstrar amor, pq tenho tanto medo d não cumprir c/ minha obrigação. Bom, c/ isso nossa "guerra" hoje em dia é c/ a falta d colaboração c/ os afazeres domésticos já q não temos empregada. D minha parte já joguei a toalha, faço e pronto, mas não calo e isso é ruim e não ajuda. Se eu sobreviver, espero mesmo rir muito disso quando elas forem totalmente dona d seus narizes. rsrsrsrs
Bjs

Aninha disse...

RJ 18h16
Chove...Chove...Chove
Sábado Nublado e bom pra dormir!


Belo texto,Mari e boas sugestões para as mãezinhas de adolescente.Vou anotar o nome dos livros,quem sabe um dia vou precisar??rs

Sucesso

Evandro Varella disse...

Já anotei as dicas, pois a exemplo do Paulo acima, vou ter que me virar pra segurar a ferinha que tenho em casa!
Aproveito e recomendo nessa linha um livro que gostei muito: Limites sem Trauma, da Tania Zagury.
Abraços
Vavá